Os influenciadores de bairro

Durante este ano tão atípico de pandemia, que resultou no isolamento social, o meio digital ganhou muito mais relevância entre os consumidores e marcas, levando as empresas à necessidade de rever suas estratégias de comunicação, principalmente neste ambiente online.


Consumidores, agora mais distantes fisicamente de seus entes queridos, intensificaram o uso de redes sociais para comunicação e compartilhamento de experiências e histórias. O comportamento de compra também migrou intensivamente para o digital, onde houve um aumento significativo no número de e-commerces no mundo.


Foi a partir daí que surgiram os nanoinfluenciadores digitais. Influenciadores é um termo já conhecido, mas o que são os “nano”?

Os nanoinfluencers contam com públicos consideravelmente menores em relação aos influencers que já conhecemos. Trata-se de um com um número de seguidores que varia entre 1.000 e 10.000 pessoas acompanhando seus posts e sendo diariamente influenciadas. Vale ressaltar que além do nano, existem outras subcategorias como micro, mid-tier, macro e mega - sendo esses em ordem crescente de followers.


Com um público conectado e confiante em seu trabalho, o impacto passa a ser de maneira direta e sutil no cotidiano de outros. No caso dos nanoinfluencers, o número de consumidores impactados é menor, mas isso não significa que não haja benefícios envolvidos. Na verdade, eles apresentam diversas vantagens se utilizados de forma correta em sua estratégia. Saiba disso!


A exposição espontânea desses perfis é o que os torna mais próximos do público, que consome seus conteúdos naturalmente, muitas vezes sem nem notar que está sendo influenciado. Os usuários simplesmente apreciam a experiência, o que gera a inclusão dela em seus cotidianos. Outro fator extremamente importante a ser analisado na relevância dos nanoinfluenciadores é a identificação gerada com o público. Por ter uma audiência menor, ela tende a ser mais próxima do criador de conteúdo, com um relacionamento até de amizade. Assim, aquele famoso “boca a boca” está de volta!


Tudo bem, mas qual o papel deles no marketing? Bom, quando essa autenticidade é trazida para o marketing digital, a relação direta é a captação de novos consumidores e a estrutura da identidade da marca. Não se esqueça: o comprador moderno prioriza experiências únicas, humanizadas e que não pareçam apenas tentativas de venda.


Quando a recomendação vem “de igual para igual”, a receptividade é diferente, mais positiva, fica mais real e pode gerar adesões com mais facilidade, concorda? Pois é exatamente nessa característica que os nanoinfluenciadores obtêm vantagem.


Além disso, esses pequenos influenciadores apresentam taxas de engajamento maiores e mais intensas do que os influencers de maior alcance, já que lidam com um público reduzido e que, em muitos casos, os conhecem pessoalmente.


E por que investir neles se é possível contar com os influenciadores digitais mais famosos e que alcançam um público muito maior?


Simples e fácil de responder: essa modalidade apresenta um engajamento volumoso e passa uma visão mais verdadeira ao público, como dito anteriormente, o que facilita o relacionamento com os consumidores. Além disso, por (normalmente) cobrarem menos, é possível estabelecer contratos com mais de um influenciador, aumentando a sua capilaridade, mas, ainda assim, mantendo a qualificação do público atingido.


Contar com influenciadores dessa subcategoria em sua estratégia de marketing pode aumentar significativamente a relevância da marca em um grupo específico. Portanto, é preciso agir de maneira planejada, tendo sempre como centro as características da sua persona (seu cliente como ser humano, e não como dado demográfico).


Talvez esteja mais do que na hora de considerar a contratação de nanoinfluencers para a divulgação e engajamento da sua marca... já pensou nisso?!



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