Humanização e personificação das marcas

Com a evolução tecnológica, vemos a robotização e o “mundo online” tomando conta da vida das pessoas. É claro que, em muitos cenários, esta mudança é benéfica para muita gente. Mas, ao mesmo tempo, muitas pessoas estão sentindo falta de uma comunicação mais humana e se sentem desconfortáveis interagindo com empresas robóticas, caraterizadas pela burocracia e, de forma geral, oferecendo um serviço frio e impessoal.

Atualmente, os clientes não querem apenas consumir, e sim ter uma boa experiência durante todo o processo de compra. Preferem marcas próximas, amigáveis e transparentes, que realmente se preocupam com suas necessidades, problemas, preocupações e objetivos.

E, por isso, a ideia de humanizar uma marca para torná-la mais acolhedora, adaptada ao seu público de maneira próxima, humana e, principalmente compreensiva, é essencial. Este movimento de humanização das marcas busca aproximá-las dos seus clientes por meio de sentimentos, desejos e expectativas. Logo, conhecer a fundo o perfil dos consumidores é fundamental, mas é preciso ir além: entender as necessidades e motivações.

O processo de humanização das marcas passa, principalmente, pela construção de um relacionamento fluido entre a empresa e o cliente, criando experiências e sensações no público e favorecendo a percepção de acessibilidade. O objetivo é realmente abordar a comunicação de uma maneira diferenciada, tornando o cliente mais próximo da empresa.

Para isso, as empresas têm buscado compreender, cada vez mais, o seu público e se posicionar de uma forma mais coerente. A partir da alteração da linguagem e comunicação, da criação de personagens e/ou da construção de storytellings, a empresa demonstra sua personalidade e seus valores.

A identificação tornou-se muito importante para os novos consumidores, visto que estes buscam empresas que estejam alinhadas a seus valores e ideais. Um bom exemplo para ilustrar esse movimento é o slogan “não me vejo, não compro”, criado e usado por ativistas e bloggers negros para evidenciar a ausência de representatividade por parte de diversas empresas em suas propagandas.

Outro exemplo que vem ganhando peso com as gerações y e z é a preocupação com a responsabilidade social e sustentabilidade. Em uma pesquisa realizada pela Deloitte em mercados como os Estados Unidos, China, Reino Unido e Brasil, 80% dos consultados disseram que estariam dispostos a pagar mais quando uma empresa eleva seus preços para oferecer melhores salários com igualdade e adotar práticas econômico-sócio-ambientalmente sustentáveis.

É possível afirmar que a internet provocou uma mudança significativa no comportamento dos consumidores. Agora, os usuários têm um papel muito mais ativo nos processos de comercialização. Com o aumento de opções e a facilidade de satisfazer suas necessidades e solucionar seus problemas com apenas alguns cliques, as empresas precisam se reinventar e acompanhar as mudanças sociais.

Uma das marcas pioneiras nesse movimento de humanização foi a Coca-Cola, que tem gerado um verdadeiro vínculo com os usuários ao evocar sentimentos e ser original – como, na verdade, sempre foi. Ao longo da sua história, a empresa tem tentado mostrar que “a vida tem um bom sabor” no lugar de focar unicamente nos atributos da bebida, vendendo, assim, a experiência de consumir Coca-Cola e se aproximando dos sentimentos dos seus consumidores, ao invés direcionar apenas para a venda do produto (pode conferir: a Coca não fala de preço, ponto de venda, quantidade em mL, etc).

Outro exemplo bem sucedido é a empresa FedEx. Ela compreendeu e passou a comunicar que não transporta simples pacotes, mas pequenos tesouros de diferentes pessoas. Além disso, gera confiança por meio da interação constante em redes sociais e a criação de programas de recompensas pelo uso dos seus serviços.

Mas, quando se pensa em uma marca humanizada, a primeira que vem à mente hoje em dia é a Netflix, se destacando pela sua comunicação nas redes sociais. Com uma linguagem bem humorada e, às vezes, até debochada, atrai o seu público. Ela se mostra bastante preocupada em responder e interagir com seus usuários, mostrando que, atrás de cada postagem, há uma pessoa.

Quem é a Netflix? Se fosse uma pessoa, como seria? Essa é a personificação, que está diretamente relacionada a um atendimento humanizado.


Temos um case brasileiro de sucesso no que diz respeito à humanização – e personificação – de marca: Magazine Luiza.

A Lu, do Magalu, nasceu em 2003 e foi um dos primeiros casos de sucesso de influenciador digital robô no Brasil, além de apresentar uma maneira inovadora de humanizar uma marca. Claro, Luiza Trajano e sua equipe sempre à frente...

Importante entender como Lu conquistou seu público, atingindo milhões de seguidores no Instagram e milhares no Twitter, que interagem constantemente, chamando-a pelo nome, elogiando suas roupas, perguntando de sua rotina... como se realmente fosse uma pessoa.

Este é um excelente exemplo de como uma marca se personifica e conversa com seu público, estabelecendo, de fato, um relacionamento. Agora vamos lá: como?

Tudo se resume ao que sempre falamos: conteúdo. Periodicidade, cronologia, contextualização.

Conteúdo. Conversa. Relacionamento.

- Giulia Pigatto

FONTE:


https://blog.sulprint.com.br/humanizacao-das-marcas/


https://adnews.com.br/a-importancia-da-humanizacao-das-marcas-em-2020/


https://www.mokoto.com.br/video-marketing/storytelling-exemplos/


http://www.iinterativa.com.br/infografico-humanizacao-das-marcas/#!prettyPhoto


https://resultadosdigitais.com.br/blog/marketing-humanizado/


https://rockcontent.com/blog/humanizar-marcas/


http://automacaodevendas.com/humanizacao-de-marcas/amp/


https://www.partnerscom.com.br/blog/2018/agencia-de-comunicacao-em-bh-7/


https://www.meioemensagem.com.br/home/opiniao/2017/08/09/a-importancia-da-

humanizacao-das-marcas.html


https://tmjuntos.com.br/inovacao/o-que-esta-por-tras-da-lu-primeira-influenciadora-virtual-do-brasil/#:~:text=A%20personagem%20nasceu%20em%202003,nosso%20site%E2%80%9D%2C%20afirmou%20Alvim.

112 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo